Rayman Legends Retold Quer Ser Recomeço da Franquia | Joguei!
Recentemente tive a oportunidade de jogar cerca de uma hora e meia de Rayman Legends Retold, o remake do aclamado jogo de plataforma de 2013, Rayman Legends. Embora minhas impressões sejam mistas, elas tendem a ser mais positivas. Um ponto que é inegável é que os visuais desta nova versão são inferiores aos da original.
O salto para o 3D, entretanto, trouxe elementos novos que podem surpreender, especialmente com a inclusão de fases em que o jogador monta um dragão, que se mostraram mais divertidas do que eu esperava. Antes de mergulharmos mais profundamente nas minhas impressões, vamos situar melhor esse anúncio.
Rayman Legends Retold é um remake completo desenvolvido na SnowDrop, o motor gráfico proprietário da Ubisoft. Este projeto está sendo realizado pela Ubisoft Montpelier, que criou o original, em colaboração com a Ubisoft Milão, conhecida por seus trabalhos na série Mario + Rabbids.
Além de gráficos revisados, o remake traz conteúdos novos. Por exemplo, temos fases musicais inéditas e um mundo final completamente novo, que inclui cinco fases e uma batalha contra um chefe. Os modos paralelos Kungfo Foot e Cave of Trials também foram revisados. A mudança dos gráficos bidimensionais para uma apresentação em 2.5D permite um estilo visual mais dinâmico, com uma câmera que se movimenta livremente ao redor do cenário.
Rayman Legends Retold estará disponível para PC, Nintendo Switch 2, PlayStation 5 e Xbox Series, com um custo de $40 nos Estados Unidos, portanto, não será um lançamento a preço cheio. Um representante da Ubisoft me explicou que este remake visa reconstruir as fundações de Rayman, preparando o caminho para novas aventuras e futuras sequências.
Uma novidade significativa do jogo é a adição de história, com cutscenes e diálogos totalmente dublados em português do Brasil. Essa abordagem, que dá uma contextualização melhor à aventura, traz uma ambientação que lembra desenhos animados voltados para crianças, um campo que a Ubisoft domina há anos.
Outro aspecto positivo é a introdução de um Hub World, que permite uma navegação mais imersiva em comparação aos pôsteres do original. Agora, você pode interagir com personagens e descobrir itens colecionáveis dentro do ambiente.
As fases em que você monta no dragão são um destaque. Elas funcionam como uma transição entre mundos, apresentando uma jogabilidade semelhante a jogos clássicos como Star Fox. A fase começa com você controlando um dragão, lançando bolas de fogo para superar obstáculos e salvar os Tezins, as criaturinhas azuis do jogo.
Embora a gameplay mantenha a essência do título original, a apresentação visual perdeu um pouco em termos de legibilidade. Fiquei surpreso ao ser atingido por inimigos que não consegui ver no cenário, e a busca por colecionáveis se tornou um pouco mais difícil devido à poluição visual. O jogo ainda não falha em ser visualmente agradável, mas a clareza do original parece ter diminuído.
A Ubisoft também mencionou novas mecânicas que aparecerão no mundo inédito do final do jogo, envolvendo o uso de luz, mas não consegui testar isso na minha sessão. Infelizmente, as fases musicais, que são um dos pontos altos do Rayman Legends, também não puderam ser exploradas.
A trilha sonora, no entanto, foi um elemento animador. Com a participação de Christopher Heral, que já trabalhou no jogo original, e a colaboração de Grant Kirkhope, conhecido por compor as trilhas de jogos como Banjo-Kazooie, as músicas prometem enriquecer a experiência do jogo.
É fácil ficar cético com lançamentos assim, principalmente quando muitos clamam por um novo jogo ao invés de um remake. Mas, considerando a atual situação da indústria, a decisão de fazer um remake parece uma escolha segura e compreensível. O que realmente empolga é a aparente intenção da Ubisoft de revitalizar a franquia Rayman.
Com lançamento agendado para o dia 1º de outubro, Rayman Legends Retold promete trazer uma nova vida ao universo de Rayman. Estou torcendo para que esse remake possa cativar tanto novos jogadores quanto os fãs antigos, mantendo a essência que fez da franquia um marco no gênero de plataforma.





























