Jogos Bons Que Você Não Conhece: Arashi Gaiden – Análise
Hoje vamos falar sobre um jogo que certamente vai atrair a atenção dos fãs de ninjas e de puzzles: Arashi Gaiden. Desenvolvido pela Nunchos Games, esse título é uma combinação de ação e raciocínio, que promete desafios interessantes em um mundo repleto de estética pixelada e animações envolventes. Se você ainda não conhecia este jogo, prepare-se para uma experiência única.
Os gráficos de Arashi Gaiden são um dos seus pontos altos. Com um visual pixel art bem elaborado, os cenários variam de vilas japonesas a cidades iluminadas por néons, reminiscentes de jogos clássicos como Streets of Rage. Os personagens são bem animados, e as animações de eliminação dos inimigos são surpreendentemente brutais, com uma dose de gore pixelado que pertence a um estilo cativante.
Musicalmente, Arashi Gaiden se apresenta com trilhas sonoras que, embora não sejam extremamente memoráveis, cumprem bem o papel de ambientar o jogo. O verdadeiro destaque, no entanto, reside na mecânica de controle. O jogo adota uma abordagem inovadora e um tanto controversa, onde a movimentação se dá por meio de dashes que ocupam toda a tela. Essa dinâmica pode inicialmente causar frustração, mas rapidamente se transforma em uma experiência desafiadora.
O aspecto de puzzle é central na jogabilidade de Arashi Gaiden. Cada movimento seu configura um turno, semelhante ao funcionamento de um jogo de xadrez. Os inimigos trocam de posição a cada turno, tornando crucial o planejamento estratégico. Isso cria um ritmo interessante em que cada ação deve ser pensada com cuidado, especialmente em momentos críticos onde a vida do jogador é limitada.
As fases iniciais servem como um bom ponto de partida para o jogador se acostumar com o sistema, mas, ao progredir, a dificuldade aumenta consideravelmente. Os chefões oferecem desafios únicos que exigem não só rapidez, mas também uma estratégia bem elaborada. Por exemplo, é necessário usar shurikens para atacar à distância, criando uma tridimensionalidade nas táticas que precisam ser empregadas durante as batalhas.
Contudo, nem tudo são flores. Às vezes, a mecânica de turnos pode se tornar um pouco caótica contra os chefes, que nem sempre respeitam o fluxo de jogo. Isso pode gerar frustrações adicionais quando o jogador tenta se ajustar à mecânica dos ataques e posicionamentos, especialmente em lutas mais avançadas.
Arashi Gaiden é um jogo que claramente tem uma proposta inovadora, mas que pode não agradar a todos devido ao seu desafio intelectualmente exigente. Com uma nota final de 7 de 10, o título entrega o que promete: um jogo de puzzle dinâmico centrado em ninjas, que não apenas desafia, mas também diverte. É uma obra que vale a pena conferir, especialmente se você é fã de jogos indie e está em busca de algo diferente para testar suas habilidades.
Ainda falando sobre o universo dos indies, aproveito para mencionar que estamos em um projeto muito legal, o jogo Freaking Gamers. Um action platformer beat ‘em up com personagens inspirados nos videos do nosso canal. Temos apenas uma fase e alguns bugs a resolver na demo, mas com o apoio de todos, podemos expandir esse projeto e torná-lo ainda mais interessante! Confiram na nossa campanha no Catarse.





























