Resident Evil Requiem: Uma Análise Sem Spoilers
Hoje falaremos sobre “Resident Evil Wrecking”, o jogo que eu mais esperava para 2026. Passei meses desviando de informações e vazamentos que circularam, tudo para preservar a experiência de jogar. Depois de aproximadamente 13 horas, posso compartilhar minhas impressões sem passar pano, pontuando o que há de bom e de ruim, para que você possa decidir se vale a pena investir neste tÃtulo que não é barato.
O que eu consegui apreciar antes de jogar foi apenas o primeiro trailer. Minha redoma anti-spoilers foi eficaz, e zerei o game em dois dias, explorando suas nuances. O jogo representa a continuidade da saga Resident Evil, sendo tecnicamente o nono tÃtulo da série. O termo “Wrecking” é uma escolha notável, que sugere um encerramento de ciclos. Dirigido por Khi Inakanishi, o jogo tenta responder perguntas deixadas ao longo da história da franquia, como o futuro de Raccoon City após sua destruição em Resident Evil 2.
A história é fragmentada, intercalando pontos de vista dos protagonistas Grace Ashcroft e Leon Kennedy. Enquanto Grace traz um toque de novidade como uma agente do FBI, Leon, um velho conhecido da série, apresenta uma versão mais madura e séria de si mesmo. O jogo mantém uma essência nostálgica, mas não se recomenda a jogadores novatos que não tenham passado por tÃtulos anteriores.
Outro ponto interessante é a mecânica de alternância entre primeira e terceira pessoa, algo que já era um pedido popular dos fãs. A ambientação em mundo aberto, apesar de curta, é um deleite visual proporcionado pela poderosa R Engine, que trouxe uma qualidade gráfica impressionante. Joguei em 1440p e, mesmo em hardware mais modesto como o Steam Deck, o desempenho se manteve satisfatório.
As cenas cinemáticas são deslumbrantes, mas essa qualidade não se sustenta uniformemente ao longo do jogo. A primeira metade, centrada em Roads Hill, impressiona, mas a qualidade pode cair à medida que avançamos. O gameplay, por sua vez, traz uma mistura de elementos clássicos da franquia, desde corredores sombrios até quebra-cabeças. Contudo, um padrão de repetição pode emergir, tornando algumas mecânicas previsÃveis.
Os encontros com monstros stalkers, que perseguem o jogador incessantemente, podem levar à frustração pela falta de tensão após algumas repetições. Grace, em particular, se vê limitada, enquanto Leon tem acesso a um arsenal maior, mudando a dinâmica do combate. Isso pode torná-lo mais envolvente, mas a mecânica de coleta de sangue contaminado da Grace foi uma adição inovadora que lembra Resident Evil Revelations.
Em relação ao vilão, Victor Gideon, a impressão deixada é de que se trata de um personagem genérico, sem profundidade. Esse personagem foi concebido para amarrar pontas soltas na narrativa, mas não apresenta a complexidade que muitos esperariam de um antagonista da franquia. A história se desenrola em três áreas principais e, ao retornarmos a Raccoon City, a nostalgia é palpável, embora o cenário se mostre devastado, limitando a exploração.
Ainda assim, “Resident Evil Wrecking” é tecnicamente impressionante e divertido, com potencial para entreter fãs da série. Acredito que ele se destaca em alguns aspectos, mas está longe de ser o melhor tÃtulo da franquia. Afinal, “Resident Evil 2 Remake” e “Resident Evil 4 Remake” entregam substâncias mais profundas e experiências mais memoráveis.
Se você já é um fã da série, certamente encontrará diversão e uma sensação de encerramento com “Wrecking.” Para os novatos, recomendo jogar o remake de Resident Evil 2 antes de mergulhar neste novo capÃtulo. Afinal, um forte entendimento do enredo anterior pode enriquecer sua experiência nesta nova aventura.





































