Zerando64 – Gex 64: Enter The Gecko (análise)
Bem-vindos ao Zerando 64, a série dedicada ao desafio de zerar todos os jogos do Nintendo 64. O foco de hoje é Gex 64: Enter The Gecko, lançado em agosto de 1998. Zerei este jogo ao vivo em fevereiro de 2026, no canal Colônia Contra-ataca Live, e aqui estão minhas impressões. Gex é um personagem curioso e divertido, tendo estreado em um game 2D em 1994, seguido pela sequência 3D Gex 2, que inicialmente saiu para PlayStation 1 e depois foi portado para o Nintendo 64 no mesmo ano.
Embora Gex 2 não seja um jogo ruim, é evidente que a versão para Nintendo 64 não foi tão bem cuidada. O port apresenta gráficos que não aproveitam as capacidades do console, resultando em cenários com muitos polígonos pequenos e uma performance insatisfatória. Isso se traduz em uma jogabilidade que, especialmente durante as plataformas, pode ser frustrante, devido ao engasgo do jogo no momento de saltar.
A jogabilidade do Gex 64 sofre ao não utilizar adequadamente o analógico do console, restringindo os movimentos do personagem a direções limitadas. Isso contrasta com a fluidez que muitos jogos 3D do Nintendo 64 oferecem, como Super Mario 64. A falta de uma introdução cinematográfica, presente na versão para PlayStation 1, também diminui a imersão do jogador no enredo do jogo.
O universo de Gex 64 é dividido em várias fases temáticas, onde nosso objetivo é coletar controles remotos para progredir. A primeira fase, inspirada em desenhos animados, leva Gex a um cenário colorido e cheio de referências da cultura pop dos anos 90, mas algumas piadas podem passar despercebidas por players mais jovens. O jogo continua a apresentar homenagens a filmes e gêneros variados, como terror e kung fu, mas a repetitividade de algumas fases torna a exploração maçante.
A mecânica dos minigames, que se torna disponível ao coletar certos itens, também não é essencial para a progressão, o que pode desencorajar a exploração. A dificuldade das fases nem sempre é balanceada, e a câmera, que tem comportamento um tanto problemático, pode fazer com que jogadores falhem nos saltos por conta de ângulos complicados.
Ao derrotar chefões, como uma paródia de Godzilla, a experiência combatendo não é das mais desafiadoras. Chegar ao final do jogo, no entanto, é decepcionante. Ao vencer o chefe final, os créditos simplesmente surgem, sem uma conclusão satisfatória, diferente do que se esperava em um jogo dessa época. Mesmo um final de 100% não dá recompensas significativas e o jogo retorna rapidamente à tela inicial.
No geral, Gex 64: Enter The Gecko é um jogo que, embora tenha seus momentos divertidos e charm ainda assim acaba se perdendo pelas limitações do port. Otimização gráfica deficiente e controles que podiam ter se beneficiado das capacidades do Nintendo 64 impactaram na experiência geral. Portanto, se você tiver interesse em jogar Gex, a recomendação é que opte pela versão do PlayStation 1 ou mesmo pela coletânea recente lançada para consoles modernos, pois estas apresentam uma experiência mais completa e satisfatória.
Ao final dessa análise, Gex 64 recebe uma nota de 6 de 10. Apesar de ser um título que tem seu público, os problemas que surgem podem desanimar até os mais entusiastas do console. A busca por um jogo divertido, interessante e equilibrado continua enquanto exploramos mais jogos da era do Nintendo 64.





































