Control Resonant é Sequência Feita do Jeito Certo | Joguei!
Recentemente tive a oportunidade de jogar cerca de uma hora e meia de Control Resonant, o novo título da Remedy Entertainment, durante o Summer Game Fest Play Days. A experiência foi surpreendente e, ao contrário do que esperava, o jogo apresenta muito do feeling original de Control, embora com algumas inovações significativas.
Pela primeira impressão, e a partir dos trailers, imaginava que Control Resonant seguiria uma linha narrativa diferente e seria uma experiência bastante distinta do jogo anterior. Contudo, o que encontrei foi uma continuação que manteve a estrutura e a essência do primeiro jogo, mas agora sob a perspectiva de Dylan, o irmão de Jess Faden, que se vê em meio a um novo desafio.
A Remedy define Control Resonant como uma história que se liga diretamente ao enredo original, onde Dylan é o protagonista tentando lidar com uma ameaça que escapou da Casa Mais Antiga. Essa mudança de perspectiva traz um novo viés à narrativa, já que Dylan é descrito como um personagem que carrega o peso do sacrifício, somando profundidade ao seu papel na história.
A trama começa com Jess se desculpando para Dylan, que ainda está em coma. Ela insere a Aberrante, uma arma que tem a capacidade de se transformar, na barriga dele, resultando em uma série de eventos que fazem Dylan despertar e se ver em um Manhattan distorcido e cheio de perigos.
O que se segue é uma jornada pelo combate que, embora envolva uma mecânica de proximidade comparada a jogos como God of War e Devil May Cry, se destaca pela personalização das habilidades e armas. Diferentemente do jogo original, onde as armas eram predominantemente de tiro, Control Resonant oferece um sistema de combate corpo a corpo que permite ao jogador moldar a experiência de luta, utilizando uma combinação de diferentes armas e habilidades.
Um dos principais elementos desse sistema é a Aberrante, que permite a Dylan alternar entre três modos de ataque: uma arma primária, uma secundária e uma finalizadora. Essa abordagem traz uma dinâmica interessante, onde combinações de ataques podem ser adaptadas às preferências do jogador e às fraquezas dos inimigos encontrados.
A personalização se estende não apenas às armas, mas também às habilidades. Os jogadores podem ajustar seu loadout com até três habilidades ativas, sendo que cada uma traz suas particularidades e potenciais estratégicos. Por exemplo, um escudo que pode ser usado defensivamente e, ao mesmo tempo, serve como uma armadilha para inimigos, enriquecendo a dinâmica do combate.
Adicionando a isso, há uma barra de abalo que permite que os inimigos sejam fragilizados antes de serem finalizados, conferindo uma camada adicional de estratégia às batalhas. A jogabilidade é fluida e envolve uma boa dose de mobilidade, permitindo que Dylan execute pulos duplos, flutuações e dashs, vitalizando ainda mais o combate e a exploração de cenários.
A Remedy revelou que Control Resonant será lançado no dia 24 de setembro, e embora enfrente uma concorrência forte com outros jogos, eles estão confiantes na qualidade do produto final. Minha impressão é que o título promete manter a rica narrativa e a jogabilidade acessível, enquanto adiciona as novidades que os fãs esperam.
Resumindo, Control Resonant se apresenta como uma sequência digna e inovadora, mantendo a essência do original, mas inovando em seu sistema de combate com novas mecânicas e uma narrativa interessante centrada em Dylan. Estou ansioso para ver como a Remedy irá expandir essa história ao longo do jogo e espero que o público reconheça o potencial dessa obra.





























