A minha opinião sobre The Adventures of Elliot (e uma teoria maluca)
The Adventures of Elliot não é um jogo simples, e ao falar sobre ele não posso deixar de mencionar sua essência no universo dos games. Primeiramente, quero agradecer à Square Enix pela chave do jogo e pedir desculpas pela demora em liberar esse conteúdo. Recebi o jogo no dia do lançamento e precisei de um tempo para jogá-lo com calma, equilibrando com outros títulos que estou acompanhando para o canal.
Quando você inicia o jogo, uma das primeiras coisas que nota é a forte semelhança com a série Zelda. É uma comparação que muitos já fizeram, e eu estou ciente disso. A dinâmica do jogo lembra bastante o primeiro Zelda, com um mundo exterior a ser explorado e masmorras repletas de desafios. Para os fãs de jogos de ação e RPG, essa mistura traz uma experiência nostálgica ao mesmo tempo que oferece novos elementos.
The Adventures of Elliot apresenta um enredo que envolve viagem no tempo, e esse conceito é habilidosamente integrado à jogabilidade. Com a ajuda de uma fada borboleta, os jogadores podem descobrir novas habilidades, e esses desafios funcionam quase como tutoriais para as mecânicas que você vai usar ao longo do jogo. Tal abordagem é refrescante, pois não força o jogador a sair de sua área de conforto sem antes aprender a utilizar suas novas habilidades.
Porém, a repetição de inimigos e algumas mecânicas de chefes deixa a desejar. À medida que você avança no jogo, pode acabar se deparando com monstros com cores diferentes em vez de novos desafios. Embora o mundo seja vasto e você possa explorar várias áreas, a sensação de repetição em alguns aspectos compromete um pouco a experiência geral.
Os efeitos sonoros e a trilha sonora são um destaque, embora possam se tornar repetitivos ao longo do tempo. É um jogo que, se como eu, você preferir, pode até colocar no mudo e acompanhar um vídeo enquanto joga. Mas a música, no geral, é adequada ao clima do jogo.
Quanto aos itens e mecânicas, o jogo apresenta um sistema interessante de coleta e progressão. Você não level up como em RPGs tradicionais, mas pode encontrar itens que melhoram suas habilidades e atributos. O sistema de Magic Cities é intrigante, embora a limitação de espaço pode fazer você se sentir um pouco limitado em sua progressão.
Os gráficos seguem uma estética HD-2D, que é bem executada, mas poderia haver mais variedade nos designs de NPCs e ambientes. Embora a ideia de viajar no tempo seja explorada, a execução poderia ser mais diversificada em suas configurações e conceitos. A cidade principal muda ao longo das eras, mas a maioria dos cenários se mantém muito similar, o que pode confundir o jogador.
A história é simples, mas não necessariamente ruim. É um jogo que prioriza a ação, tornando-se um passatempo agradável para quem busca diversão sem pensar muito. Contudo, há uma camada de quests que podem ser perdidas ao longo do caminho, e isso pode frustrar aqueles que buscam completar 100% do jogo.
Agora, para a teoria maluca que mencionei: acredito que The Adventures of Elliot pode ser um pré-requisito ou um experimento dentro da Square Enix para algo maior. Em minha opinião, o jogo pode ser um indício de que estamos a caminho de um remake em HD-2D de Chrono Trigger. Embora não esteja diretamente ligado à narrativa de Chrono Trigger, a ideia de viagem no tempo e algumas dinâmicas me fazem sentir que Elliot pode estar abrindo portas para algo mais significativo no futuro.
Para concluir, The Adventures of Elliot é uma excelente escolha para quem não possui um console Nintendo ou não quer emular. Se você procura um RPG de ação leve e divertido, pode se deliciar com ele. Poderia haver mais profundidade em certos aspectos, mas, em geral, a proposta é válida, e o jogo proporciona momentos agradáveis e descontraídos. Uma experiência que, no fundo, é perfeita para relaxar após um longo dia.
























