O Que Aconteceu com 🐺 BLOODYROAR? A FRANQUIA QUE A KONAMI ENTERROU
Em meados de 1997, o cenário dos jogos de luta em 3D era dominado por dois grandes nomes: a Namco com Tekken e a Sega com Virtua Fighter. No entanto, havia espaço para um jogo que se destacasse pela sua originalidade, e foi assim que começou a história de Bloody Roar, uma franquia que se tornou cultuada na era do PlayStation 1.
A criação do jogo surgiu em um contexto interessante. Após o fechamento da desenvolvedora Toplan em 1994, uma equipe formada por ex-funcionários dessa empresa, juntamente com membros da Compile, decidiu inovar a forma de jogos de luta. A ideia era simples, mas ousada: e se, durante as batalhas, os personagens se transformassem em animais? Assim, eles idearam os zoantropes, seres humanos que podiam mudar para formas de criaturas como lobos, tigres e até javalis.
O primeiro Bloody Roar foi lançado em julho de 1997 nos arcades do Japão e, poucos meses depois, a versão para PlayStation 1 chegou aos Estados Unidos com o nome modificado para “Bisto Riser”. Este jogo rapidamente ganhou popularidade, destacando-se pelo seu sistema de transformação e combos aéreos, que proporcionavam uma experiência dinâmica e envolvente. A recepção foi positiva, mas o jogo ainda não atingiu o nível dos gigantes do gênero, vendendo apenas 300.000 cópias.
Com o sucesso inicial, a sequência, Bloody Roar 2, chegou em 1998 e trouxe melhorias significativas, como novos personagens e mecânicas expansivas, incluindo os Beast Drives, que ofereceram momentos especiais e cinematográficos durante as lutas. Esse jogo se consolidou como um dos favoritos entre os fãs, sendo lembrado por suas animações fluidas e jogabilidade aprimorada.
A virada do milênio trouxe o PlayStation 2 e, com ele, o lançamento de Bloody Roar 3, que melhorou significativamente os gráficos e a mecânica de jogo. Com dois Beast Drives por personagem e a introdução do Hyper Beast Form, ele se tornou mais estratégico e acessível, sem perder a essência que o tornava único.
Entretanto, após o lançamento de Bloody Roar 4 em 2003, a franquia começou a entrar em declínio. Com a Konami assumindo o controle da Hudson Soft, a empresa enfrentou dificuldades financeiras e uma transição que comprometeu a qualidade dos seus desenvolvimentos. O quarto jogo da série foi criticado por sua mecânica confusa, que misturava medidores de saúde e transformação, além de uma dublagem considerada amadora.
Após o fiasco de Bloody Roar 4, a série caiu em um marasmo que a levou ao esquecimento, especialmente após a absorção da Hudson Soft pela Konami em 2012. Apesar dos esforços em 2020 da Konami ao registrar uma nova marca para Bloody Roar, rumores de um reboot ou remake não se concretizaram, deixando os fãs em expectativa e desilusão.
Em resumo, a franquia Bloody Roar, que começou como uma lufada de ar fresco no mundo dos jogos de luta, tornou-se uma relíquia cultuada. Mesmo que nunca tenha alcançado a fama de outros títulos do seu gênero, o jogo permanece na memória de muitos, especialmente entre os que cresceram jogando no PlayStation 1. O que resta é a esperança de que um dia essa franquia possa ressurgir e conquistar uma nova geração de jogadores.





























