PRAGMATA: O Novo Rei dos Gráficos no PC? (Review)
A Capcom se destacou mais uma vez com Pragmata, um jogo que é, sem dúvida, uma verdadeira obra-prima. Ao jogar, experimentei uma mistura de emoções que só um título bem elaborado pode proporcionar. A palavra que melhor se adapta ao que senti é “profissional”. Pragmata é um jogo refinado, com novas ideias e mecânicas que funcionam dentro do potente R Engine, que é um dos melhores motores gráficos atualmente, amplamente utilizado em franquias icônicas como Resident Evil e Devil May Cry.
Joguei Pragmata no PC, disponível graças a um código gentilmente fornecido pela equipe da Nvidia Brasil. Quero destacar que a configuração da minha máquina, que detalhei na descrição, inclui componentes de ponta, como uma placa de vídeo 5080 e 32 GB de RAM. A otimização do jogo é evidente, independentemente da plataforma em que você o jogue, mostrando que a Capcom é uma das empresas mais organizadas do setor de games.
Desde o início, ficou claro que Pragmata é um exemplo de como a execução de uma boa ideia pode resultar em um produto excepcional. O jogo possui um controle intuitivo e cânones de física extremamente realistas, mesmo em um ambiente de ficção científica. Os menus são bem desenhados, equilibrando complexidade e simplicidade na medida certa, como uma carne ao ponto.
A narrativa, a jogabilidade e os personagens são igualmente refinados e envolventes. O R Engine brilha em Pragmata, oferecendo um gameplay gostoso que evoca experiências anteriores em outros jogos da Capcom, agora com uma nova roupagem futurista. A relação entre humanos e androides tem um papel central na história, refletindo discussões contemporâneas sobre a inteligência artificial, fazendo paralelos com filmes como Matrix e Interestelar.
O protagonista, Rio, e Diana, uma pragmata que o acompanha, mostram uma dinâmica interessante que envolve crescimento e desenvolvimento de personagens, mesmo abordando clichês de forma refrescante. Este jogo não se trata de apenas mais uma aventura, mas sim de uma jornada profundamente conectada entre eles. O combate tático é um aspecto inovador, utilizando um mecanismo de hacking que permite uma estratégia mais envolvente durante as batalhas.
A exploração em Pragmata é recompensadora; os jogadores são incentivados a coletar filamentos e itens, que podem ser usados para upgrades. O design dos níveis é honesto, com áreas opcionais que atraem a curiosidade de quem busca descobrir todo o conteúdo que o jogo tem a oferecer.
Além das mecânicas de jogo, a parte técnica é um show à parte. Pragmata utiliza tecnologias avançadas da Nvidia, como o DLSS no Multi Frame Generation e está otimizado para PC, atingindo impressionantes 200 a 250 quadros por segundo em minha configuração, mantendo desempenho estável e livre de bugs. A implementação de Full Path Tracing permite uma simulação realista de luz, sombras e reflexos, criando um ambiente visualmente impressionante que capta a riqueza dos detalhes artisticamente renderizados.
A gestão da VRAM e a compilação de shaders, conforme demonstrado na demo, mostraram a capacidade da Capcom de evitar problemas de desempenho que afetaram muitos lançamentos anteriores. Em suma, Pragmata é um jogo que reafirma o compromisso da Capcom com a qualidade e a inovação, prometendo uma experiência recompensadora a todos os jogadores, especialmente considerando que a dublagem em português brasileiro mantém o padrão de excelência.
Com uma execução sólida e uma proposta inovadora, Pragmata certamente não é apenas mais um jogo a ser lembrado, mas sim um marco na história recente da Capcom. A minha nota para a experiência até agora é 9,5, reafirmando que é uma produção que merece ser jogada e admirada por todos os fãs de videogames. Sem dúvida, é um título que deixa suas expectativas elevadas para o que o futuro da Capcom pode trazer.





























