Resident Evil Verônica é “Tão Importante Quanto os Numerados” | Impressões
Recentemente, durante o Summer Game Fest, todos esperavam ansiosos por uma demo do novo Resident Evil Verônica, mas, infelizmente, não houve a presença de portas fechadas para testes como ocorreu no ano passado com Resident Evil Re:Verse. Em vez disso, tive a oportunidade de participar de uma entrevista com Yoshiaki Hirabayashi, o produtor deste remake, que compartilhou insights sobre a relevância deste jogo para a franquia e algumas mudanças que a equipe planeja implementar em relação ao original de 2000.
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Antes da entrevista, a Capcom apresentou um vídeo nostálgico sobre a história do universo Resident Evil, culminando nos eventos de Code Verônica. Durante a apresentação, foram abordados desde o incidente na mansão até Raccoon City, destacando duas linhas de continuidade: uma que segue para Resident Evil 4 e Re:Verse, e outra que leva para Code Verônica. Isso enfatizou a urgência de apresentar a trajetória de Claire, que muitos podem não conhecer após Resident Evil 2.
Durante a conversa, Hirabayashi enfatizou que a Capcom considera Code Verônica tão vital para a franquia quanto os títulos numerados. Essa declaração me levou a questioná-lo se houve discussões sobre mudar o nome do jogo, talvez para um formato mais alinhado com a nova numerologia da série, como a inclusão de casas decimais. Ele esclareceu que essa ideia não foi cogitada, mas remover a parte “Code” do título aproxima o remake da nomenclatura mais recente da série.
Hirabayashi revelou que a equipe responsável pelo remake de Resident Evil 4 está, em grande parte, envolvida no desenvolvimento de Resident Evil Verônica. O planejamento para o remake começou assim que o desenvolvimento do Resident Evil 4 chegava ao fim, o que demonstra a continuidade e o compromisso da Capcom com a qualidade e inovação da franquia.
Uma das discussões mais intrigantes da entrevista foi sobre o antagonista Ashford, cujo retrato no jogo original suscitou controvérsias, principalmente por ser considerado problemático nos dias de hoje. No original, sua história é marcada por uma paixão incestuosa, que resulta em traumas profundos e personalidades múltiplas. O jogo, refletindo valores de uma época passada, pode ter sentido a necessidade de revisitar essa narrativa. Hirabayashi destacou que, durante o processo de remake, a equipe investiga não apenas o produto final, mas também as intenções por trás do desenvolvimento do original, promovendo uma reflexão mais ampla.
Embora Hirabayashi não tenha confirmado alterações específicas no enredo de Ashford, sua afirmação de que existem várias formas de contar essa história sugere que o remake abordará o tema de maneira mais sensível e moderna, o que considero uma mudança positiva.
Com o lançamento do novo Resident Evil Verônica previsto para 2027, é importante reconhecer a relevância deste remake. Code Verônica é fundamental para a lore da série e possui elementos que merecem ser reavaliados sob uma perspectiva contemporânea. Aguardamos ansiosos por mais informações, quem sabe durante eventos como a Gamescom ou a Tokyo Game Show, onde talvez possamos vislumbrar um pouco mais de gameplay.





























