Stranger Than Heaven Tem Pancadaria Como Eu Nunca Vi | Joguei!
Desde que participei do Summer Game Fest Play Days, Stranger Than Heaven se destacou como meu jogo favorito do evento. Este spin-off do universo de Like a Dragon, produzido pela Sega, promete revolucionar a fórmula de gameplay do RGG Studio. A expectativa era alta e, sem dúvida, não me decepcionou. Tive a oportunidade de experimentar a demo por aproximadamente uma hora, e essa experiência foi totalmente voltada para o combate.
A escolha da Sega em enfatizar o sistema de combate foi acertada. Eles claramente querem mostrar ao mundo que estão apresentando um dos mais inovadores sistemas de combate em jogos de ação dos últimos tempos. A demo não apresentou enredos ou missões secundárias; foi pura pancadaria. Neste artigo, vou compartilhar minhas impressões sobre essa incrível experiência.
Stranger Than Heaven oferece uma jornada épica ao longo de meio século de história do clã Tojo, uma facção central em Like a Dragon. Nela, acompanhamos o protagonista Makoto em cinco momentos distintos de sua vida, começando em 1915 e terminando na década de 60. Durante a demonstração, joguei três batalhas em diferentes épocas, cada uma com seu nível de dificuldade crescente.
A primeira batalha ocorreu em Fukuoka, em 1915, em um cenário que refletia um Japão ainda à margem do século XX. O desafio aqui era enfrentar um grupo de capangas. Na segunda batalha, em Hiroshima de 1929, o ambiente estava mais desenvolvido tecnologicamente, e enfrentei inimigos mais robustos, incluindo um brutamontes. Por fim, a última luta se deu em Ossa, em 1943. A atmosfera da cidade, mesmo em um momento tão conturbado da história como a Segunda Guerra, contrastava um ambiente de celebração, o que tornava o jogo ainda mais intrigante.
O sistema de combate é, sem dúvida, o grande destaque. A configuração dos controles é inovadora, onde o jogador controla cada lado do corpo de Makoto separadamente. Os botões L1 e L2 controlam os ataques do lado esquerdo, enquanto R1 e R2 cuidam do lado direito. Essa abordagem cria uma dinâmica de combate que exige do jogador uma nova forma de pensar. As animações são sensíveis às distâncias dos ataques, tornando cada movimento mais tático.
Essa forma de jogar traz um novo nível de imersão e exige que o jogador reprogramar sua forma de combate. Durante a demonstração, pude perceber que marcas como o “perry” se tornaram essenciais para o sucesso nas batalhas. Ao sustentar um golpe leve, você pode defender, mas para aplicar o “perry”, é necessário um movimento preciso que depende do timing e da análise dos ataques inimigos.
A luta contra o chefe foi particularmente reveladora. Ele possui um padrão de combate que varia entre momentos de defesa e ataque, exigindo do jogador agilidade e estratégia para desviar e atacar. Foi extremamente gratificante conectar os golpes certos e, mesmo em um ambiente caótico, a satisfação ao dominar as mecânicas é inegável.
Além disso, o jogo apresenta uma grande variedade de armas, com 13 tipos disponíveis, cada uma oferecendo estilos de combate distintos. Apenas nesta pequena demo, com suas três batalhas, perdi uma hora mergulhado no jogo, e há ainda muitos detalhes a serem descobertos nas versões finais.
O cenário é promissor. Stranger Than Heaven não é apenas mais um jogo de pancadaria; é uma ambição do RGG Studio para oferecer uma experiência que combina ação, narrativa e conceitos inovadores. Com o lançamento marcado para 15 de janeiro de 2027, a expectativa apenas cresce, especialmente após a impressionante demonstração que tive o privilégio de jogar.





























