Zerando64 – Nightmare Creatures (análise)
Bem-vindos ao Zerando 64, a série que desafia jogadores a zerar todos os jogos do Nintendo 64. Hoje, vamos falar sobre “Nightmare Creatures”, o primeiro jogo de terror lançado para o console, em novembro de 1998, e que foi zerado em abril de 2026 durante uma live na Twitch. Desenvolvido pela Carlisto Entertainment, este título se destacou por trazer uma atmosfera sombria e um enredo intrigante, especialmente em uma época onde jogos de terror em 3D não eram comuns, e muito menos no Nintendo 64.
Curiosamente, “Nightmare Creatures” teve seu lançamento inicial para o PlayStation 1, e embora tenha perdido os renomados filmes CGI que contavam sua história entre as fases, a versão do 64 manteve uma boa qualidade gráfica. As texturas se mostraram bem apresentáveis, sem aquelas distorções típicas de portagens mal feitas, oferecendo uma experiência visual em uma época onde muitos jogos ainda lutavam para entregar uma apresentação sólida.
A direção de arte vale destaque, com cenários repletos de arquitetura gótica, cemitérios envoltos em névoa, e criaturas grotescas sangrando nos combates. Essa atmosfera pesada, adicionada à neblina densa, remete a jogos modernos como “Bloodborne”. No entanto, é importante mencionar que a performance do jogo é estável na maior parte, embora possa falhar em momentos de intensa ação, quando muitos inimigos aparecem na tela, criando uma experiência confusa e frustrante durante os combates.
Os protagonistas, no entanto, deixam a desejar em termos de carisma. O padre calvo e a jovem Naddia possuem designs que, embora se encaixem no contexto, não oferecem uma profundidade de personalidade que poderia conectar mais com o jogador. As trilhas sonoras presentes no jogo são atmosféricas, criando a vibração certa para a tensão que os jogadores experimentarão ao longo das fases.
Um ponto controverso são os controles, que parecem ter sido adaptados de forma impraticável do PlayStation 1. Enquanto alguns comandos funcionam perfeitamente, como andar e atacar, outros se tornam confusos, especialmente ao tentar esquivar-se de ataques inimigos. As direções e botões não são intuitivos, o que pode frustrar jogadores, principalmente aqueles que buscam uma fluidez maior durante os combates.
A narrativa do jogo, embora interessante, se torna um tanto superficial sem as cutscenes que poderiam enriquecer a experiência. O enredo gira em torno de um cientista chamado Crawley, que cria uma horda de monstros de contos de terror clássicos, e cabe ao jogador impedi-lo. Neste aspecto, a versão do Nintendo 64, ao permitir ajustes como aumentar o brilho da tela, oferece uma jogabilidade levemente mais agradável, já que o jogo é notoriamente escuro.
Explorar as fases é fundamental, pois itens são essenciais para fortalecer o personagem e garantir sua sobrevivência contra os inimigos. O design das fases inclui ruas de Londres, esgotos e cemitérios, cada um carregado de desafios e novas criaturas, criando uma progressão que instiga o jogador a se adaptar e aprender com cada batalha. O sistema de combos para o combate permite aos jogadores se sentirem mais fortes à medida que dominam os padrões de luta, embora alguns chefes acabem se revelando bastante simples após entender suas mecânicas.
Com cerca de 5 horas para completar o jogo, a experiência não se arrasta. Para aqueles que buscam um desafio adicional, existem códigos de trapaça que permitem selecionar fases ou controlar monstros, adicionando uma camada de diversão e risadas à jogabilidade. Apesar de suas falhas, “Nightmare Creatures” se sobressai como uma experiência única na biblioteca do Nintendo 64, oferecendo uma atmosfera sombria e envolvente em um gênero pouco explorado na época.
Por fim, a análise se mantém em uma nota de 7 de 10. Embora tenha suas limitações, “Nightmare Creatures” apresenta gráficos consistentes, uma atmosfera que prende, e um combate que, embora repetitivo, ainda traz momentos de empolgação. Com ajustes no design e na mecânica, este título poderia facilmente ser um clássico cult dos jogos de terror no Nintendo 64, fazendo com que a memória dele permaneça viva entre os amantes do gênero.





























