A ridícula e burra censura dos conteúdos no mundo dos games
Pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim. Estou de volta da Retrocom, embora um pouco baleado com a gripe pós-evento, mas o trabalho não para. O assunto de hoje no mundo dos games está quente e precisa da sua atenção. Estamos testemunhando uma forma de censura financeira em relação aos chamados “conteúdos de risco”, que tem deixado a comunidade gamer em polvorosa. Mas o que seria exatamente um conteúdo de risco e o que significa essa censura financeira?
Vamos começar pelo conceito de censura. Censura refere-se à desaprovação que resulta na remoção, limitação ou supressão da circulação de informações ou opiniões. Existem vários tipos de censura, cada um com suas motivações. No contexto dos games, precisamos focar no que está afetando esta indústria atualmente. Os jogos, além de serem produtos comerciais, também são formas de arte e cultura, e os criadores devem ter a liberdade de explorar temas variados.
Um tópico perturbador que vi recentemente na Eurogamer é a decisão da Steam de banir certos tipos de conteúdos adultos, aparentemente para agradar empresas de cartões de crédito. A definição de conteúdo adulto muitas vezes envolve aspectos de natureza sexual, mas é importante lembrar que existem classificações etárias precisamente para isso. No entanto, com regras tão vagas, a Steam e outras plataformas estão começando a remover esse tipo de conteúdo, algo bastante preocupante.
A razão para isso não é apenas uma diretriz interna, mas sim uma clara espaçonete aos padrões estabelecidos por processadores de pagamento. A Steam tornou público que qualquer conteúdo que viole regras de pagamento seria removido. O que isso significa? Que a definição do que é aceitável não vem mais dela, mas sim dessas grandes empresas como Visa e Mastercard, que têm sua própria agenda.
Consequentemente, a Steam está se comprometendo a remover jogos para evitar perder meios de pagamento, sacrificando assim a diversidade de títulos disponíveis. Essa situação é sintoma de uma chantagem financeira, onde as plataformas são forçadas a seguir diretrizes externas que podem não respeitar a liberdade criativa dos desenvolvedores. Essa prática de censura é preocupante, pois a falta de clareza na definição do que constitui um conteúdo de risco pode levar a remoções arbitrárias, como um simples beijo em uma cena ou mesmo uma vestimenta considerada provocativa.
Estamos diante de um cenário em que as operadoras financeiras assumem um papel moralizador, algo que não deveria ser sua função. O setor de pagamentos não deve determinar o que é aceitável em termos artísticos ou culturais. É necessário um debate mais amplo entre os gamers para encontrar uma solução que evite punir a todos por causa de um conceito difuso e arbitrário.
Por fim, o mundo dos games precisa de união entre todos os tipos de jogadores. A censura financeira, com seus critérios vagos, não é o caminho a seguir. A indústria de jogos deve se fortalecer para garantir que todos tenham a liberdade de criar e jogar o que desejam, sem medo de represálias financeiras.





































