Darwin’s Paradox e Planet of Lana II: Ótimos ‘Inside-Likes’
Recentemente, dois títulos têm chamado a atenção no mundo dos jogos: Darwin’s Paradox, lançado pela Konami, e Planet of Lana II, uma sequência indie. Apesar de serem diferentes em algumas nuances, ambos compartilham semelhanças fundamentais que os classificam como ‘Inside-likes’, seguindo a linha de jogos como Inside e Little Nightmares.
Darwin’s Paradox é uma criação do estúdio emergente ZDT Studio e traz uma narrativa cativante em que um povo luta para sobreviver após uma invasão alienígena que já ocorreu. Os humanos, sem saber, foram colonizados e agora são alvo dos alienígenas, que os capturam para transformá-los em alimento. A estética do jogo, semelhante a um filme da Pixar, combina um humor leve com momentos de tensão, criando um equilíbrio interessante entre o descontraído e o sombrio.
O gameplay de Darwin’s Paradox se destaca por sua abordagem 2.5D, onde a câmera tridimensional brinca com as perspectivas enquanto o jogador realiza movimentos laterais. A mistura de plataformas e quebra-cabeças exige furtividade, quando, por exemplo, o jogador deve escapar de ratos e alienígenas. O ritmo da aventura é notável, com uma progressão que varia entre ação intensa e quebra-cabeças mais metódicos, culminando em sequências emocionantes que testam tanto a habilidade de resolução de problemas quanto o tempo de reação do jogador.
Uma das mecânicas mais originais do jogo é a capacidade do protagonista, um polvo, de se camuflar e andar nas paredes. Isso oferece soluções de quebra-cabeças que demandam pensamento lateral, diferenciando Darwin’s Paradox de outros títulos do gênero. Embora a qualidade gráfica tenha algumas ressalvas – principalmente em relação ao exagero no pós-processamento –, o título oferece uma experiência abrangente e divertida, perfeita para maratonar durante um fim de semana.
Já Planet of Lana II é uma sequência que se aproveita da popularidade do primeiro jogo, reintroduzindo a protagonista Lana e expandindo a narrativa de um mundo que lida com desafios novos. Aqui, duas anos após os eventos do primeiro título, Lana enfrenta tribos expansivas que utilizam robôs para minerar materiais tóxicos, afetando sua irmãzinha adotiva. O enredo apresenta uma pontuação intrigante, com uma narrativa que é entregue sem diálogos compreensíveis, mas que convida o jogador a interpretar o que se passa.
Em Planet of Lana II, a jogabilidade foca na dualidade entre Lana e seu amigo Mui, um pequeno animal que acompanha a protagonista. Os quebra-cabeças são mais complexos, exigindo que o jogador alterne o controle entre os dois personagens, cada um com habilidades únicas. Isso gera um nível extra de desafio e satisfação devido à maior diversidade das mecânicas apresentadas.
A qualidade gráfica e a trilha sonora de Planet of Lana II são impressionantes, proporcionando uma experiência estética que complementa a jogabilidade envolvente. Com cenários variados e uma apresentação visual marcante, este título mantém o jogador engajado ao longo de sua duração, que é similar à de Darwin’s Paradox, em torno de 4 a 5 horas.
Ambos os jogos compartilham essências que os tornam agradáveis e desafiadores, sendo recomendados para quem aprecia experiências lúdicas que mesclam quebra-cabeças e furtividade com uma estética visual distinta. Enquanto o jogador pode ter preferências pessoais que os façam gostar mais de um título do que do outro, a conexão entre eles é inegável.





































