Onimusha: Way of the Sword é Mais Aberto que Eu Esperava | Joguei!
A antecipação para Onimusha: Way of the Sword está alta, especialmente com o lançamento marcado para o dia 25 de setembro em todas as plataformas atuais. Com isso em mente, é compreensível que muitos estejam mais ansiosos para jogar do que para receber novas informações. No entanto, após cerca de uma hora e meia de gameplay, minha opinião sobre o jogo mudou consideravelmente, revelando um título muito mais complexo e aberto do que o inicialmente esperado.
Onimusha, que retorna depois de muitos anos, começou como um spin-off de Resident Evil, evoluindo para uma série própria de ação, ambientada no Japão feudal. Enquanto os jogos originais utilizavam uma câmera fixa típica da época do PlayStation 2, a nova versão moderniza essa visão, oferecendo uma câmera em terceira pessoa e uma jogabilidade que mistura elementos clássicos com um toque contemporâneo, semelhante a jogos do estilo Souls-like.
O jogo ainda mantém a essência dos combates que fizeram a série famosa, mas com uma fluidez que permite aos jogadores uma progressão mais acessível. Se anteriormente a mecânica de combate poderia intimidar, agora ela se revela como um paraíso para os fãs de “parries”: existem diferentes tipos de parry, uma mecânica central desde os primórdios da série, muito antes de jogos modernos explorarem essas características.
No trecho jogado, controlamos Musashi Miyamoto, que ganha um artefato mágico que lhe confere habilidades demoníacas. A missão inicial envolve a busca por oito ídolos de estátua, que são essenciais para combater a corrupção demoníaca que assola Kyoto. Nesse cenário amplo e detalhado, é possível explorar vilarejos, entrar em casas e até escalar telhados, o que permite uma jogabilidade sem linearidade, um aspecto que surpreendeu nas primeiras impressões.
Um elemento interessante encontrado foi a possibilidade de ajudar NPCs em perigo, uma mecânica que acrescenta uma camada opcional de desafios e recompensas. Essa abordagem de mundo aberto acrescenta a sensação de imersão ao jogo, tornando-o mais do que uma experiência de combate linear.
A batalha contra o chefe Rachogunkan exemplificou a dinâmica do combate. Com múltiplos braços e ataques variados, a luta exigia atenção e estratégia; um sistema que também introduziu alternativas de acessibilidade, como dicas visuais sobre como defender e esquivar dos ataques adversários.
Além disso, o jogo preserva a essência Metroidvania, permitindo que Musashi adquira habilidades que o capacitam a explorar novas áreas, subvertendo a expectativa inicial de um design linear. Isso se torna evidente ao encontrar locais que, a princípio, parecem inalcançáveis, mas que podem ser acessados ao aprender novas habilidades, incentivando a exploração do mapa de forma mais detalhada.
Com um design de mapas labiríntico e a liberdade de interação com o ambiente, Onimusha: Way of the Sword promete não apenas um combate empolgante, mas também uma narrativa envolvente e múltiplas formas de se engajar com o mundo do jogo. As interações com os cenários, como causar dano aos inimigos usando objetos do ambiente, também adicionam uma dimensão criativa à jogabilidade.
É inegável que, após um ano de trailers, uma demo pública e um contato mais profundo com o jogo, as expectativas em relação a Onimusha: Way of the Sword só aumentam. O jogo parece equilibrar a nostalgia dos títulos antológicos da Capcom com inovações que prometem manter o público entretido e desafiado, um verdadeiro presente para os fãs da série que aguardam ansiosos seu lançamento.





























